Veja o que escreveu Alberto Góes sobre a antiga Noite de Ano em Afogados da Ingazeira:
“Oh tempo bom!! E tinha a boneca de João Guará, que pescava os peixinhos com os números e a gente marcava na “tabica”. Tinha o jogo do laça-laça, onde se jogavam as argolas para laçar as carteiras de cigarros com cédulas de dinheiro pregadas. Ali era difícil de laçar. O Pastoril na porta da Catedral e a hora mais esperada era quando Moacir Queiroz chegava com a dinheirama para o cordão encarnado e Seu Aderval Viana, da mesma forma, chegava com a vultosa quantia para o cordão azulado. Tinha ainda algodão-doce, rolete de cana e ainda as canoas de Miguel Jacó…
Quando o sino batia as 12 badaladas, as luzes eram cortadas e ficava um breu danado e a gente ficava com medo da “morte matada” traiçoeira para quem tinha as intrigas na cidade”.

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